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Cearense chega a 110 anos e relata histórias seculares

Aos 110 anos, Francisca Meruoca mora no Bairro Jardim América, em Fortaleza e, como pouca, gente foi contemporânea de grandes momentos históricos. Quando ela nasceu, por exemplo, o telefone tinha somente 32 anos. No Brasil quase ninguém tinha o aparelho em casa.
Apesar da idade, "Dona Meruoca" como é conhecida por vizinhos comemora a boa saúde e distribui simpatia para quem aparece em sua residência. O avião só tinha sido criado por Santos Dumont quando ela tinha dois anos de vida.  "Dona Meruoca" viu passar 33 presidentes da República. De Rodrigues Alves a Dilma Rousseff. Guardou na carteira sete moedas diferentes.
E tudo isso trabalhando muito. Pela manhã lavava roupas e à tarde noite fazia doces.  "Quando meu pai nos deixou eu tinha 10 anos de idade. Minha mãe ficou viúva e eu ia para o roçado e nós ficávamos lá. Ela vinha e colocava o pilãozinho assim para pisar milho. Quando terminava ela dizia 'está bom'", conta sorrindo.
Dona Meruoca nasceu em 1904 em Piquet Carneiro, a 332 Km da capital. A certidão de nascimento é de 1975, porém teve como referência o livro de nascimento da igreja da cidade.  Casou e se mudou para Fortaleza onde teve oito filhos.
A filha Luiza Duarte diz que a mãe sempre foi sorridente.  "A quem dera que todo mundo tivesse uma mãe como ela. Apesar de toda a idade é sempre assim. Muito feliz", explica.
A vizinha, a dona de casa, Francisca Vieira  de 75 anos, quando era criança chamava "Dona Meruoca" de mamãe, no entanto, como ela própria diz, era advertida pelos seus pais para não chamar  a vizinha querida de "mamãe", mas sim de "vovó". "Todo mundo chamava ela de mamãe. Todas as crianças pelo fato dela ser carinhosa. Ela é vovó dizia minha mãe'', conta a dona de casa, Francisca Vieira.
(G1 Ce.)

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