A procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Diaz, afirmou hoje
(28) que subiu para 37 o número de mortes ocorridas em meio aos protestos
registrados nas últimas seis semanas no país. O órgão também divulgou que até o
momento, investiga 81 denúncias de violações de direitos humanos.
“Até
agora o Ministério Público tem 81 investigações de supostas violações de direitos
humanos, há 17 funcionários dos corpos de polícia e militares privados de
liberdade, três com medidas cautelares substitutivas e sete ordens de detenção
ainda não cumpridas”, disse a procuradora. Em uma entrevista coletiva, Luísa
Ortega disse que do total de mortos, 29 eram civis e oito militares e
funcionários do governo. A quantidade de pessoas feridas, registradas, também
subiu para 559. Ao todo, 379 são civis e 180 militares e policiais. “Há ainda
168 pessoas presas”.
De
acordo com ela, o Ministério Público tem orientado os organismos da polícia
quanto ao respeito aos direitos humanos, pois “o Estado venezuelano tem como
política permanente a cultura de respeito pelos direitos humanos”. Aspecto que,
no seu entender, deve estar presente nas abordagens policiais das
manifestações, em qualquer conflito. A procuradora admitiu que durante os
protestos “ocorreram ações individuais de pessoas que fazem parte de um
organismo, que cometeram irregularidades. Mas podem ter a certeza de que vamos
castigar e sancionar quem for responsável por tais fatos”, acrescentou.
Uma
das principais queixas do movimento estudantil e de opositores diz respeito a
supostos excessos, cometidos pela polícia, na repressão aos manifestantes.
Entretanto, além de informar que está orientando os policiais, o governo diz
que a repressão é dirigida aos que atuam de forma violenta, com atos de
vandalismo e depredações do patrimônio público. Hoje, estudantes de todo o país
participaram de uma manifestação convocada pelo governo em Caracas e, além
disso, o governo continua com as conferências regionais de paz, com foco nas
regiões com maior resistência ao governo.
Agência
Brasil

