O ministério da Saúde apresentou nesta sexta-feira (31) novas medidas de monitoramento de passageiros que chegam ao Brasil vindos de três países africanos afetados pelo vírus ebola. A doença atinge principalmente a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conacri e teve mais de 13 mil casos confirmados no mundo. Nenhum caso foi confirmado no Brasil.
Os passageiros provenientes desses três países serão identificados no aeroporto e encaminhados para entrevista e exame de temperatura feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, serão informados que o sistema de saúde brasileiro é gratuito e receberão informativo com explicações para ajudar na comunicação com agentes de saúde nacionais.
Não há voos diretos, nem com escala entre esses países e o Brasil. O ministro Arthur Chioro reafirmou o “baixíssimo” risco de transmissão da doença no território nacional e também garantiu que estados e municípios estão juntos no combate ao ebola. Primeiramente, as medidas começaram a ser adotadas hoje no aeroporto Internacional de Guarulhos, responsável por quase 80% do fluxo desses passageiros. Até o final de novembro, o protocolo deve ser adotado nos aeroportos internacionais do Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Salvador e Campinas.
“Trata-se do aprimoramento de ações que estão sendo discutidas com estados e municípios e todos os órgãos envolvidos. Este novo monitoramento é uma abordagem fundamentalmente de informação”, afirmou o ministro.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, destacou a importância de comunicar aos visitantes que o sistema brasileiro de saúde, o SUS, é de acesso gratuito, diferencial frente a muitos países sem acesso universal. O secretário também destaca o informativo destinado à equipe de saúde que recebe o paciente, com preenchimento de data de chegada anotada. O mecanismo facilita a ação dos profissionais para descartar, rapidamente, suspeita da doença e, também, melhora a comunicação, um dos principais desafios no tratamento. Barbosa afirmou que são poucos passageiros provenientes desses locais (529 neste ano), por isso não será adotada triagem generalizada, exatamente para não gerar transtornos, além de não ser efetiva.
(Com informações do Blog do Planalto)


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