Essas são as preocupações do Movimento Outubro Rosa, que chega à sua oitava edição no Ceará com o propósito de alertar a sociedade em geral, os poderes públicos, serviços de oncologia e mais diretamente as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce, do acesso em tempo hábil aos serviços e a qualidade do atendimento. As bandeiras do movimento ganham ainda maior relevância diante do aumento da morte de mulheres por câncer de mama. “No mundo todo tem aumentado a mortalidade por câncer de mama”, confirma Luiz Porto. “Na proporção que a expectativa de vida aumenta, o risco também aumenta”, explica ele, para logo ressalvar: “incidência aumentar é normal; mortalidade, não”.
Luiz Porto aponta que em cada mil mulheres rastreadas, encontram-se três casos de câncer de mama. Ele conta que uma pesquisa realizada junto a 3,5 mil mulheres de Fortaleza encontrou 380 com alto risco de desenvolver a doença. Exames foram marcados para essas mulheres, mas só a metade compareceu. Os pesquisadores foram às casas das mulheres para investigar os motivos das ausências e as justificativas foram diversas e surpreendentes – medo do diagnóstico, medo de perder a mama, medo de perder os cabelos ou porque os maridos não permitiram a realização do exame por profissionais homens. O desafio é vencer a resistência das mulheres. Por isso Luiz Porto elabora projeto de capacitação dos agentes comunitários de saúde do Estado para o trabalho de conscientização e convencimento sobre a importância da mamografia e do diagnóstico precoce para reverter os indicadores de mortalidade de mulheres por câncer de mama.
Como todos os tipos de câncer, o da mama é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células que adquirem características anormais. A patologia é classificada em diversos tipos e possui características e níveis diferentes de gravidade. Por isso é imprescindível o acompanhamento médico. A ordem do tratamento depende das condições em que o tumor foi diagnosticado. O primeiro passo é fazer o diagnóstico completo com análises clínicas e biópsia para descobrir se o tumor é benigno ou maligno. Então, o médico faz a indicação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia ou das práticas combinadas, de acordo com cada caso.
2009
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2020
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2014
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2015
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| Óbitos |
431
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492
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492
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491
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531
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536
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629
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| Taxa* |
9,8
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11,4
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11,3
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11,2
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21,0
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12,2
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14,3
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Nota:*por 100.000 mulheres. Dados parciais sujeitos a revisão. Base de dados gerada em 15/09/2016.
(SESA/COPROM/NUIAS)
(SESA/COPROM/NUIAS)


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