O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), desistiu nesta quinta-feira (19/10) de incluir na merenda da rede municipal de educação a farinata, “ração humana” de baixa qualidade feita com restos de alimentos próximos ao vencimento.
A nota de sua assessoria afirma que a eventual distribuição do produto “será de atribuição, principalmente, dos serviços municipais de assistência social”, ou seja, nos programas de combate a fome para a população de baixa renda. Nesta sexta-feira (20/10), porém, segundo a Folha de S. Paulo apurou, o prefeito está desistindo também dessa alternativa.
Isso ocorre após forte reação da população e de especialistas da área, que duvidam da qualidade do produto, gerando, inclusive, problemas internos na prefeitura com a Secretaria de Educação, que não teria autorizado o uso da farinata, e com a Coordenadoria de Alimentação Escolar (Codae).
Os vereadores do PSOL na cidade, Sâmia Bomfim e Toninho Vespoli, vêm dando duro combate contra a absurda medida. A proposta de Doria, por exemplo, previa isenção fiscal para as para as empresas que doassem o produto para a prefeitura.
Sâmia Bomfim lançou uma campanha online para criar uma CPI de apuração sobre o caso.



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