Com uma estratégia de enfrentamento da epidemia, iniciada em dezembro de
2013, que se tornou referência internacional, o Ceará foi declarado livre do
sarampo em 2016, após o fim da transmissão do vírus, anunciado em 24 de setembro
de 2015. O Ceará continua livre do sarampo, mas a ameaça a essa condição se
aproxima com o recrudescimento da doença no mundo e o seu avanço no estado de
Roraima, com 40 casos confirmados, e no Amazonas, quatro casos em Manaus.
"Não podemos permitir que o sarampo volte ao Ceará", convoca a
coordenadora estadual de imunizações, Ana Vilma Leite Braga. "Vamos
vacinar e manter uma vigilância ativa e oportuna, detectando casos suspeitos o
mais precocemente possível", recomenda.
As vacinas de rotina estão disponíveis em todos os municípios e permitem
a prevenção, o controle, a eliminação e a erradicação das doenças
imunopreveníveis. A população deve permanecer alerta para a atualização do
cartão de vacinação. A vacina Tríplice Viral protege contra o sarampo, caxumba
e rubéola e é indicada para vacinação da população a partir dos 12 meses até 49
anos de idade. A Tetra Viral, que protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e
varicela, é indicada para a vacinação de crianças com 15 meses de idade que já
tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.
A Cobertura Vacinal estima a proporção da população alvo vacinada e
supostamente protegida para determinadas doenças. Segundo o Ministério da
Saúde, é considerada adequada quando, no mínimo, 95% da população alvo
encontram-se vacinada. Esta meta de Cobertura Vacinal aplica-se para as vacinas
tríplice viral, tetra viral e varicela. O Ministério da Saúde ainda recomenda o
cálculo de homogeneidade de Cobertura Vacinal para avaliar as estratégias de
imunização contra as doenças imunopreveníveis. No Estado, o parâmetro
estabelecido para este indicador é que, no mínimo, 70% dos municípios
apresentem Cobertura Vacinal adequada.
A experiência do Ceará no enfrentamento da epidemia de sarampo entre
2013 e 2015 valeu à Secretaria da Saúde do Estado o convite do Ministério da
Saúde para o apoio às ações de prevenção e controle da doença em Roraima.
Durante o mês de março, a coordenadora estadual de imunizações Ana Vilma Leite
e a técnica Ana Karine Borges Carneiro estiveram em Roraima para colaborar com
a equipe da Secretaria da Saúde daquele estado.
Sarampo no mundo
Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países do
continente europeu e africano registram o maior número de casos da doença. Em
um ano, o número de casos da doença no continente europeu aumentou 300%, saindo
de 5.273 em 2016 para 21.315 em 2017. Romênia, Itália, Ucrânia, Grécia e
Alemanha são os países mais atingidos. Na região das Américas, em 2017 foram
notificados 272 casos na Argentina (3 casos), Canadá (45 casos), Estados Unidos
de América (120 casos) e Venezuela (104). Países da África e da Ásia também
relataram surtos de sarampo entre 2016 e 2017.
A circulação do vírus no Brasil deve ser interrompida o mais rapidamente
possível, a fim de manter eliminada essa enfermidade do país. Para tanto, as
ações de vigilância epidemiológica, laboratorial e de imunizações são
imprescindíveis para interromper a circulação do vírus. Os municípios devem
informar semanalmente ao Estado se houve ou não casos suspeitos em suas
unidades, realizar busca ativa mensal e acompanhar as coberturas vacinais da
tríplice viral. O objetivo é desencadear as medidas de prevenção e controle de
novos casos e a identificação desses casos de maneira imediata.
Em março de 2018, a coordenadora de Promoção e Proteção da Saúde
(Coprom) da Sesa, Daniele Queiroz, participou de evento no Centro de Controle e
Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Na ocasião,
foi apresentada a estratégia adotada no Ceará para o enfrentamento ao surto de
sarampo em 2015.



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