Integrantes de fórum criticaram as estratégias dos governos municipal e
estadual, para terceirizar o serviço público
A
privatização na saúde pública cearense foi pauta da reunião requerida pelo Fórum em Defesa do SUS à
Defensoria Publica do Estado. A audiência foi conduzida pela defensora Karine
Matos que, na ocasião, prometeu encaminhar a demanda à diretora da instituição,
defensora Mariana Lobo.
Os
integrantes do fórum defenderam durante todo o encontro, o atendimento de
saúde realizado por um SUS 100% público, e criticaram as estratégias dos
governos municipal e estadual, que se utilizam da precarização das relações de
trabalho, para avançar com as terceirizações, ignorando os diversos
pedidos para realização de concurso público.
O grupo
também avaliou como insatisfatória a transferência de recursos financeiros a
organizações sociais, e pontuaram as falhas no gerenciamento do Instituto de
Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). Os representantes das 16 entidades que
compõem o Fórum em Defesa do SUS também relembraram que que em 2016, às 4 da
madrugada, a Câmara de vereadores de Fortaleza aprovou o Projeto de Lei criando
a Fundação de Apoio à Gestão Integrada em Saúde de Fortaleza - Fagifor, uma
fundação de direito privado.
Para o
servidor público federal Nacele Daud, est a prática carateriza o interesse do
governo em privatizar a Saúde Pública. Elenir Pereira Silva, diretora do
Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social
(Sinprece) reforçou que este processo de privatização já está bem avançado,
exemplificando que o ISGH está gerenciando a saúde de todo Estado do
Ceará.
O Fórum em
Defesa do SUS deixou claro que buscará alternativas judiciais para a revogação
da lei que criou o Fagifor, provando que é possível o gerenciamento da saúde
pública sem interferência de empresas.



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