A queda
na produção local por conta da seca e de pragas tem contribuído para elevar o
preço dos produtos, que precisam vir de outros estados.
As frutas
estão no topo do ranking dos produtos que ficaram mais caros em Fortaleza e
Região Metropolitana no acumulado de janeiro a setembro deste ano. O mamão foi
o item que teve a maior alta de preços: 64,85%. Em seguida, aparece a melancia
(14,55%), segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Conforme o analista de mercado
da Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), Odálio Girão, o aumento no preço
dessas frutas pode ser explicado pela seca, por doenças nos pomares e também
pela mudança no padrão de consumo da população.
"No
caso do mamão, uma praga afetou a produção local. Assim, o produto vem de
outros estados com um custo maior", diz. Em relação à melancia, ele
destaca que o aumento tem a ver com a questão hídrica. "Hoje, o consumidor
prefere um produto de tamanho menor. Isso tem um custo maior, pois são produtos
irrigados e cultivados com muita tecnologia", diz. Outro item que também
ficou mais caro por conta da seca foi o cheiro-verde, com uma alta de 14,36%.
"A estiagem comprometeu a produção. O produto vem de outros locais".



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