Diferentemente de anos anteriores, o reajuste em 2019 será
linear para todos os tipos de remédios
O governo
federal autorizou reajuste de até 4,33% no preço dos remédios para 2019, já a
partir deste domingo (31/3). O aumento está publicado em edição extraordinária
do Diário Oficial da União (DOU) de ontem, em decisão da Câmara de Regulação do
Mercado de Medicamentos (Cmed). “As empresas produtoras poderão ajustar os
preços de seus medicamentos nos termos desta resolução”, diz o ato.
Diferentemente
de anos anteriores, o reajuste em 2019 será linear para todos os tipos de
medicamentos. Neste ano, o aumento ficará um pouco acima da inflação medida
pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado de
março do ano passado até fevereiro deste ano, esse índice foi de 3,89%.
O
Ministério da Saúde explica em nota que o porcentual não é um aumento
automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Com
isso, cada empresa pode optar por aplicar o índice total ou menor. “Será uma
correção igualitária para os três grupos de insumos: os de maior concorrência,
concorrência moderada e concentrada”, diz a pasta. De acordo com o ministério,
mais de 12 mil apresentações de medicamentos são comercializadas no Brasil.
Monitoramento
Outra
resolução da Cmed, também publicada na edição extra do Diário Oficial,
dispõe sobre o monitoramento e a liberação de critérios para o estabelecimento
ou ajuste de preços dos medicamentos isentos de prescrição médica, medicamentos
fitoterápicos, produtos tradicionais fitoterápicos e anestésicos locais
injetáveis de uso odontológico. A norma “aplica-se a quaisquer pessoas físicas
ou jurídicas de direito público ou privado que atuem no mercado de
medicamentos, dentre as quais, as empresas produtoras de medicamentos,
representantes, distribuidoras de medicamentos e o varejo”.
Dentre
outros pontos, a resolução classifica em três grupos os medicamentos passíveis
de monitoramento e liberação dos critérios de estabelecimento ou ajuste de
preços.
Agência
Estado



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