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Novo 'viagra' feminino é aprovado nos EUA, mas seu uso é controverso

Medicamento deve ser administrado 45 minutos antes da relação sexual; críticos questionam se falta de libido deve ser tratada com remédio
A FDA (Food and Drug Administration), que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos, aprovou na sexta-feira (21) a venda de um novo remédio para aumentar o desejo sexual em mulheres.
O bremelanotide, comercializado como Vyleesi, é um hormônio sintético que atua no sistema nervoso central. Ele ativa os principais receptores cerebrais envolvidos nas respostas sexuais, aumentando o que é conhecido como excitação neural, conforme publicado no jornal norte-americano The Washington Post.
É administrado por meio de uma injeção em formato de caneta, que deve ser apliacada 45 minutos antes da relação sexual. Não deve ser usada mais de uma dose em 24 horas e no máximo oito doses por mês. É indicado apenas para mulheres na pré-menopausa.
O novo medicamento tem o objetivo de ser um tratamento para o transtorno do desejo sexual hipoativo (DSH), também chamado de frigidez, condição em que o desejo sexual desaparece. Está ligado a uma forte angústia.
Há controvérsia se os remédios são a abordagem correta para tratar o baixo desejo sexual, já que pode ser resultado de inúmeros fatores, tanto fisiológicos quanto psicológicos e ambientais, como o estresse, de acordo com o jornal.
Um estudo estimou que até 1 em 10 mulheres tem baixo desejo sexual e, apoiada nisso, a FDA convocou uma reunião para entender o impacto da disfunção sexual na vida das mulheres.
Washington Post ressalta que os críticos ao novo 'viagra' apontam que os médicos que definiram o transtorno DSH eram consultores ou membros do conselho consultivo da Sprout Pharmaceuticals, empresa farmacêutica que introduziu o primeiro medicamento para a libido feminina, o Addyi, também conhecido como flibanserin, em 2015.
Em relação ao Vyleesi, defensores da saúde da mulher argumentam que mais informações eram necessárias antes da sua aprovação.
Deborah Giannini, do R7

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