Reportagem, deste sábado, do jornal Folha de S. Paulo, revela que o doleiro Alberto Youssef disse em sua delação premiada que soube que o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve conhecimento do esquema de propina na Petrobras após a eclosão da crise do mensalão, em 2005.
O doleiro afirma que Lula procurou o presidente do PP à época, José Janene, para discutir como acalmar os deputados do partido, descontentes com a perda do financiamento ilícito que recebiam via mensalão.
O doleiro afirmou em seu depoimento que a presidente Dilma Rousseff também tinha conhecimento do esquema de desvios de recursos. As citações a Dilma e a Lula foram reveladas pela ‘Veja’.
Duas pessoas que acompanham a investigação confirmaram à Folha que Youssef mencionou a atual e o ex-presidente em depoimentos. Ele foi mais citado do que ela, segundo estas fontes.
A revista “Veja” ainda diz que o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli ordenou o pagamento de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que ameaçava revelar o esquema. Gabrielli, em nota, negou com veemência a acusação.
O esquema da Petrobras é apontado por procuradores da Operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a estatal, como sucessor do mensalão. Youssef era próximo de Janene, que morreu em 2010, e do próprio PP. O doleiro nasceu na mesma cidade de Janene, em Londrina (PR), e herdou negócios do parlamentar, como ele mesmo contou aos procuradores.
A reportagem agitou a campanha eleitoral nesta sexta-feira afetando a campanha petista. O PT, por sua vez, entrou com vários processos contra a revista Veja e tenta ainda neste sábado direito de reposta à reportagem junto ao TSE. O Tribunal proibiu propaganda com a capa da revista que traz Dilma e Lula.


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