A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulgou na tarde desta terça-feira (22) um guia detalhado sobre como deve ocorrer a retomada gradual das atividades escolares no Estado. Com 63 páginas, o documento reúne orientações não apenas para as instituições de ensino como, também, para professores, estudantes, pais e responsáveis.
O
protocolo vem três dias após o governador Camilo Santana (PT) anunciar que
mais séries escolares estão aptas a voltar presencialmente a partir do próximo
1º de outubro.
De acordo
com a secretaria estadual, a retomada deve obedecer quatro etapas: uma de transição
e outras três “especiais”. A primeira deve ser de sete dias e, as outras, de 14
dias. O órgão assegura ainda que prefeituras permanecem autônomas para decidir
sobre os próprios planos de retomada das aulas da rede pública a partir da data
oficializada pelo Governo.
Contudo,
embora permita o retorno gradual de mais séries, o Estado continua a vedar
atividades que possibilitem aglomeração, como feiras, palestras, seminários e
competições esportivas. Além disso, estabelece uma série de condutas — de capacitação,
comunicação e organização, principalmente — que devem ser tomadas para diminuir
os riscos de contágio da Covid-19 na comunidade escolar.
O EducaLab separou
algumas das principais recomendações.
Volta às aulas no Ceará: o que pode e o que não pode?
Pode
- Adaptar horários de entrada e saída das
aulas presenciais para evitar aglomerações;
- Reorganizar turmas para garantir que os
alunos possam ser acomodados com distância igual ou superior a 1,5 metro
entre si;
- Estimular a medição de temperatura
corporal dos estudantes pelos pais ou responsáveis antes de saírem de
casa;
- Medir a temperatura de todas as pessoas
que chegarem à instituição e proibir a entrada daquelas que apresentarem
37,5°C ou mais;
- Estimular a higienização de bolsas e
objetos com solução desinfetante;
- Criar um sistema de desinfecção para que
as pessoas atravessem na entrada da escola;
- Encorajar alunos a irem para a
instituição de ensino separadamente ou apenas com responsáveis ou
familiares que morem na mesma casa;
- Adicionar barreiras físicas, como telas
flexíveis de plástico, ou intercalar a utilização dos espaços, como as
pias dos banheiros, quando as estruturas não permitem distanciamento
mínimo de 1,5 metro de distância;
- Fechar espaços de uso comum não
necessários para a realização das aulas, sempre que possível.
Não pode
- Permitir que os alunos lanchem ou
almocem em locais não indicados para isso;
- Permitir que qualquer pessoa, aluno,
profissional, fornecedor, terceirizados ou visitantes, esteja sem o uso
devido de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
- Induzir o contato entre alunos ou o
compartilhamento de materiais de uso pessoal;
- Controlar o acesso à escola com
equipamentos que exijam contato manual dos colaboradores e alunos, como
controle biométrico, assinatura de ponto e digitação de senhas;
- Deixar que alunos se aglomerem em áreas
comuns, principalmente alunos de turmas diferentes;
- Fazer com que os alunos troquem de sala
de aula durante o turno escolar, exceto nos casos de aulas práticas laboratoriais,
de educação física ou outras que necessitem de ambiente adequado fora da
sala de aula habitual;
- Deixar abertos espaços dedicados às atividades lúdicas.



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