Com
o preço da gasolina subindo rapidamente – a alta em 2021 já chega a 73% – a
triste expectativa é de que o litro do combustível premium possa chegar a R$ 10
em breve. Além do óbvio desconforto no bolso do motorista, a situação poderia
causar outro problema – para o dono dos postos.
Isso
porque uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) prevê que os visores
e as placas dos postos de combustíveis mostrem os preços com três casas
decimais. A questão é que o display de preço por litro de boa parte das bombas
só tem espaço para quatro caracteres.
Assim,
não seria possível alocar os dois dígitos antes da vírgula e outros três após,
caso o valor do litro ultrapasse R$ 10.
A
ANP, porém, parece estar atenta à situação, e confirmou à Autoesporte que mudou
a resolução que determina a forma de exibição dos preços dos combustíveis no
Brasil. Segundo a nova regra, os postos deverão exibir os valores com duas
casas decimais.
A
regulamentação começa a valer 180 dias após a publicação da nova resolução que,
segundo a ANP, ocorreu na sexta-feira (5/11). Dessa forma, a exibição dos
preços só vai mudar em maio de 2022.
De
todo modo, os visores com quatro dígitos não deverão mais ser substituídos.
Antes de a ANP anunciar a mudança das regras, procuramos a Fecombustíveis,
associação dos donos de postos e principais distribuidoras de combustíveis.
A
Fecombustíveis havia afirmado que a troca seria necessária em boa parte dos 41
mil postos do Brasil. Entre as distribuidoras, a Petrobras sugeriu procurar a
associação. A Raízen, licenciada da Shell, disse que não iria comentar. Já a
Ipiranga não respondeu.
Procuramos
ainda a Wertco, que produz bombas de combustíveis. A empresa afirmou que nem
sempre é possível realizar a troca do display e que o preço de um aparelho novo
varia de R$ 25 mil a R$ 46 mil. Considerando que cada posto tem, no mínimo,
quatro bombas, o custo da substituição poderia passar facilmente de R$ 100 mil,
sem considerar as placas.
(Auto
Esporte)


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